Brasil bate recorde de ocupação, mas inadimplência também atinge máxima histórica
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O mercado de trabalho brasileiro continua aquecido, mas os dados divulgados nesta terça-feira (29) mostram um cenário de contrastes na economia. A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior número da série histórica do IBGE.
Apesar do avanço do emprego e da renda, as famílias seguem enfrentando dificuldades financeiras. Segundo o Banco Central, a inadimplência nas operações de crédito subiu de 4,9% para 5% em agosto, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2011.
Entre as pessoas físicas, o índice chegou a 6%.
Economistas apontam que os juros elevados e o crédito mais caro podem estar contribuindo para o aumento da inadimplência e para uma desaceleração gradual da atividade econômica. A criação de vagas também ficou concentrada em setores como construção e indústria.
No mesmo dia, o Tesouro Nacional informou que as contas do governo registraram déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto.
Diante dos sinais de desaceleração, economistas avaliam que pode haver espaço para novos cortes da Selic, embora o Banco Central tenha reforçado a necessidade de cautela na condução dos juros.
Fonte: G1

