Brasil cria 58,6 mil empregos formais em julho, pior resultado desde 2020
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é o pior para o mês desde 2020 e ficou abaixo das expectativas do mercado.
O saldo foi resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Na comparação com julho de 2025, quando foram criadas 133.932 vagas, houve uma queda de 56,3% na geração de empregos formais.
Entre os setores, Serviços liderou a criação de vagas, com 24.098 novos postos. Na sequência aparecem Construção Civil, com 12.691, Agropecuária, com 12.523, e Indústria, com 11.315. O Comércio foi o único setor com saldo negativo, registrando a perda de 2.056 empregos.
O desempenho mais fraco do Comércio ocorre em meio a um cenário de dificuldades para o varejo brasileiro. Segundo o Ministério do Trabalho, fatores como juros elevados, mudanças nos investimentos das empresas e o crescimento das lojas virtuais ajudam a explicar a redução das vagas no setor.
Entre os estados, São Paulo teve o maior saldo positivo, com 34.981 novos empregos formais. Apesar da desaceleração registrada em julho, o mercado de trabalho ainda apresenta uma taxa de desemprego historicamente baixa, de 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo o IBGE.
Fonte: Forbes
