Canetas emagrecedoras: oftalmologistas orientam pacientes após Anvisa investigar perda de visão
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A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noiana) em usuários de canetas emagrecedoras. Diante do caso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) divulgou orientações para quem utiliza esses medicamentos.
A possível relação entre as canetas e a doença passou a ser investigada com mais atenção desde 2024, após um centro médico dos Estados Unidos registrar aumento de casos entre usuários. Desde então, diferentes estudos foram realizados, mas ainda não é possível confirmar uma relação direta. Segundo o CBO, parte das pesquisas tem limitações, como o uso de dados retrospectivos e a falta de informações sobre fatores de risco dos pacientes, como hipertensão e tabagismo.
A Noiana é uma doença ocular rara que ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para a parte anterior do nervo óptico. Ela pode causar perda súbita e geralmente indolor da visão, normalmente em um dos olhos, além de alterações no campo visual. Em alguns casos, a perda visual pode ser permanente, embora também possa haver recuperação parcial.
A condição é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos e em pacientes com fatores de risco como diabetes, obesidade, hipertensão e tabagismo.
O CBO ressalta que, mesmo diante de uma possível associação com as canetas, o eventual aumento do risco seria limitado, e a doença continua sendo considerada rara.
A orientação aos pacientes é não iniciar ou interromper o uso dos medicamentos por conta própria. Quem utiliza as canetas deve conversar com o médico responsável sobre a continuidade do tratamento e a necessidade de acompanhamento oftalmológico. Pessoas que já fazem acompanhamento por doenças oculares também devem manter as consultas e informar qualquer alteração na visão.
Em caso de perda repentina da visão ou mudança no campo visual, a recomendação é procurar atendimento oftalmológico.
Fonte: ICL Notícias

