Rebelião que terminou com dois presos mortos começou após visitantes terem entrada barrada, diz Polícia Civil
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Foto: Reprodução Pedro Melo/TV Vanguarda
Uma rebelião na Penitenciária I de Potim (SP), ocorrida no sábado (20), terminou com dois detentos mortos e quatro feridos. Segundo a Polícia Civil, o motim começou após duas mulheres terem a entrada barrada durante o horário de visitas, depois que o scanner corporal identificou suspeitas de que elas carregavam materiais ilícitos.
De acordo com o boletim de ocorrência, companheiros das visitantes reagiram à decisão, passaram a ameaçar servidores da unidade e iniciaram a rebelião no pavilhão 5. Os presos exigiam a liberação da entrada das mulheres e ameaçavam executar outros detentos caso o pedido não fosse atendido.
A investigação aponta que os detentos Anderson Luiz Cesário, conhecido como “Batata”, e Gabriel Nogueira Carvalho de Jesus teriam liderado o motim, coordenando as ações e influenciando outros presos durante a crise. Os rebelados utilizaram objetos improvisados, como pedaços de metal, vergalhões e fragmentos de espelho, para ameaçar funcionários e outros detentos.
Durante a rebelião, presos foram agredidos e mantidos sob violência física. Dois detentos morreram: Gustavo Santos Lima Lourenço, de 24 anos, condenado por tráfico de drogas, e Carlos Matheus Alves da Silva, de 41 anos, que cumpria pena por roubos, estelionato e furto qualificado. Segundo a Polícia Civil, os corpos das vítimas foram mutilados e uma delas chegou a ser incendiada.
Além disso, 14 mulheres e uma criança que participavam do dia de visitas tiveram a saída impedida e permaneceram dentro da unidade até o avanço das negociações.
A crise mobilizou equipes da Polícia Penal, Polícia Militar e do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais). Após horas de negociação, os presos se renderam e o controle da penitenciária foi restabelecido por volta das 6h de domingo (21).
Após o fim da ocorrência, a unidade passou por uma revista geral e as visitas foram suspensas temporariamente por questões de segurança. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) abriu procedimento para apurar o caso, enquanto a Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da rebelião e a participação dos envolvidos.
Fonte: G1
